A dimensão ambiental da sustentabilidade reúne ações voltadas à redução dos impactos decorrentes das atividades da APAC, buscando promover o uso responsável dos recursos naturais, a melhoria contínua dos processos operacionais e a incorporação de práticas que contribuam para a preservação ambiental.
Na gestão da Pinacoteca de São Paulo e do Memorial da Resistência de São Paulo, essas iniciativas contemplam diferentes frentes de atuação, como a gestão de resíduos, o monitoramento das emissões de gases de efeito estufa, a adoção de soluções sustentáveis nos edifícios administrados pela instituição e o desenvolvimento de processos que favoreçam o uso eficiente de recursos.
Inaugurada em 2023, a Pina Contemporânea foi concebida a partir de soluções arquitetônicas que integram desempenho ambiental, preservação do patrimônio urbano e qualificação dos espaços públicos.
O edifício recebeu a certificação LEED Silver (Leadership in Energy and Environmental Design), reconhecimento internacional concedido a empreendimentos que adotam critérios de sustentabilidade em seu projeto, construção e operação.
Entre as soluções incorporadas ao projeto estão a utilização de madeira engenheirada certificada na cobertura da praça central, sistemas de captação e aproveitamento de águas pluviais, estratégias para eficiência energética e a seleção de materiais de acordo com critérios ambientais.
Além das soluções construtivas, a Pina Contemporânea amplia a relação do museu com a cidade ao integrar áreas de convivência, espaços públicos e novos percursos entre os edifícios da Pinacoteca, reforçando a compreensão de que sustentabilidade também envolve a qualidade dos espaços urbanos e das relações entre patrimônio, cultura e sociedade.
O projeto demonstra como arquitetura, cultura e responsabilidade ambiental podem atuar de forma integrada na construção de equipamentos culturais voltados às necessidades contemporâneas.
Conhecer os impactos ambientais das atividades institucionais é um passo fundamental para orientar uma gestão ambiental cada vez mais responsável. Em 2025, a Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC) realizou seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), adotando 2024 como ano-base. Mais do que um levantamento das emissões, o inventário constitui uma ferramenta de gestão que permite identificar as principais fontes de impacto da instituição, subsidiar a definição de prioridades e orientar a implementação de ações voltadas à redução da pegada de carbono de suas operações, em consonância com a Política de Sustentabilidade da APAC.
O Inventário de Emissões não tem como objetivo estabelecer comparações com outros museus ou organizações, mas servir como referência para a própria APAC acompanhar a evolução de seu desempenho ambiental ao longo do tempo. A partir desse diagnóstico, a instituição busca monitorar suas emissões ano a ano, avaliar os resultados das medidas implementadas e aperfeiçoar continuamente suas práticas, fortalecendo seu compromisso com a mitigação das mudanças climáticas, a transparência e a melhoria contínua de sua gestão ambiental.